O Rock in Rio 2026 deve provocar um dos maiores movimentos do ano no transporte rodoviário entre São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Segundo projeção da Rodoviária do Rio, cerca de 500 mil passageiros devem passar pelo terminal entre os dias 3 e 14 de setembro, período que reúne a programação do festival e o feriado de 7 de Setembro.

No intervalo, estão previstos 14.845 ônibus, sendo 7.406 partidas e 7.439 chegadas. A combinação entre o festival e o feriado deve fazer do período o maior pico de movimentação do ano no terminal carioca.
Os dias de maior movimento devem ser 7 de setembro, feriado nacional, com 26,5 mil desembarques previstos, seguido por 11 de setembro, com 25 mil, e 6 e 13 de setembro, com 23 mil passageiros cada. No dia 12, são esperados 22 mil desembarques.
O segundo maior movimento deve acontecer justamente no encerramento do Rock in Rio, em 13 de setembro. A Rodoviária do Rio projeta 49.430 passageiros em circulação pelo terminal nessa data.
A demanda deve ficar praticamente dividida entre embarques e desembarques, refletindo tanto o público que chega ao Rio de Janeiro para acompanhar os shows quanto os visitantes que retornam às suas cidades após o festival.
Ônibus é principal opção para chegar ao Rock in Rio
O levantamento realizado pela ClickBus com sua própria base de clientes mostra que o ônibus rodoviário regular é o principal meio de transporte escolhido por quem viaja para o Rock in Rio 2026.
Entre os viajantes que se deslocam até o Rio de Janeiro para o festival, 77% afirmam que vão de ônibus, enquanto 19% escolheram o avião.
Historicamente, a maior parte dos passageiros que chegam à Rodoviária do Rio para o festival vem de São Paulo, seguida por viajantes de Minas Gerais, Espírito Santo e cidades do interior do estado do Rio de Janeiro.
Para atender ao aumento da procura por passagens de ônibus, empresas como as do Grupo JCA, Águia Branca, Penha e Guanabara devem reforçar frotas e horários extras durante o período do festival.
O levantamento também revela que quem viaja para o Rock in Rio tende a priorizar conforto. Entre os clientes que já definiram a classe do assento, 78% escolheram uma opção superior à convencional. O semi-leito aparece isoladamente como a preferência de 57% dos passageiros.
A escolha ganha relevância porque, para 68% dos viajantes, o deslocamento até o Rio de Janeiro dura mais de três horas.
Rock in Rio já impactou demanda por passagens
O impacto do festival sobre o transporte rodoviário não é novidade. Um estudo realizado pela ClickBus em parceria com a Fipe analisou o comportamento dos preços e o volume de passagens na rota São Paulo–Rio de Janeiro durante a edição de 2024 do Rock in Rio.
Segundo o levantamento, o volume de passagens de ida entre São Paulo e Rio de Janeiro chegou a ficar cerca de 300% acima do padrão típico em dias de pico de embarque para os shows.
Já o preço médio das classes leito e cama registrou variações de até 77% acima do valor habitual nos dias de maior procura.
Os números reforçam o impacto do Rock in Rio sobre a demanda por transporte rodoviário no eixo Rio–São Paulo, além de indicar um comportamento que pode voltar a se repetir durante a edição de 2026.
Público pretende ficar mais tempo no Rio de Janeiro
Para quem viaja de outras cidades, o Rock in Rio 2026 também deve estimular estadias mais longas na capital fluminense, em vez de viagens de ida e volta no mesmo dia.
De acordo com a pesquisa da ClickBus, 61% dos clientes que não moram no Rio de Janeiro pretendem permanecer três dias ou mais na cidade por causa do festival. Apenas 10% planejam fazer um bate-volta.
O aluguel de temporada é o tipo de hospedagem mais escolhido, com 45% das respostas, seguido por hotéis, com 30%.
O levantamento também mostra o impacto financeiro da viagem. Considerando ingresso, hospedagem, alimentação e transporte, o público confirmado pretende gastar, em média, R$ 2.007 com o Rock in Rio. Para 58% dos entrevistados, o valor total não deve ultrapassar R$ 2 mil.
Dentro desse orçamento, o transporte representa cerca de 20% do valor agregado. Para metade dos passageiros, porém, a passagem de ônibus corresponde a 15% ou menos do total gasto com a viagem.
Entre os clientes que estiveram no Rock in Rio 2024 e pretendem voltar ao festival em 2026, 60% afirmam que devem gastar mais com deslocamento nesta edição. Apenas 3% esperam gastar menos.
“O Rock in Rio já mostrou, em edições passadas, que é capaz de triplicar a demanda por passagens de ônibus em poucos dias e movimentar frotas inteiras entre São Paulo e o Rio de Janeiro. É um retrato de como um único evento pode mexer com todo um setor, e é justamente esse tipo de padrão que a ClickBus usa para ajudar viajantes e parceiros a se planejar diante de um pico de demanda que se repete a cada grande festival”, afirma Michelle Xavier, diretora de Marketing da ClickBus.
ClickBus lança concurso cultural para o público do festival
Para aproveitar o clima do Rock in Rio 2026, a ClickBus lançou o concurso cultural “A Trilha Sonora da Janela”, que convida clientes a gravarem um vídeo mostrando uma cena que represente a música favorita da playlist que escutam durante a viagem para o festival.
Para participar, é necessário publicar o conteúdo nas redes sociais, marcar a ClickBus e utilizar a hashtag #VoudeClickBus. Também é preciso preencher um formulário com nome completo, e-mail, link do vídeo e data da viagem.
As inscrições ficam abertas até 30 de agosto, e os vencedores serão anunciados em 1º de setembro.
Serão 10 ganhadores, divididos em dois grupos de acordo com a data da viagem: cinco para quem viajará no dia 4 de setembro e cinco para quem viajará no dia 11 de setembro.
Cada vencedor receberá um voucher de R$ 1.400 e duas noites de hospedagem para duas pessoas. A seleção considera critérios como originalidade, criatividade e adequação ao tema.
A ClickBus também distribuirá cerca de 20 mil bonés temáticos na Rodoviária do Rio durante os dois fins de semana do Rock in Rio, recepcionando passageiros que desembarcarem na cidade.
Rodoviária do Rio reforça estrutura para receber visitantes
A Rodoviária do Rio, segundo maior terminal rodoviário em movimentação de passageiros da América Latina, chega ao período do Rock in Rio 2026 com uma estrutura preparada para o aumento do fluxo de visitantes.
O terminal conta com ar-condicionado em todas as áreas, Wi-Fi inclusive nas plataformas de embarque, estacionamento 24 horas e monitoramento por câmeras de segurança com sistema de reconhecimento facial integrado ao Comando Geral da Polícia Militar.
São mais de 60 lojas e opções de alimentação, entre elas Spoleto, Bob’s, Giraffas, Mega Matte e Domino’s, além de reforço na segurança e um Uber Lounge exclusivo no G1.
A conexão com o VLT e o Terminal Gentileza também facilita o deslocamento dos passageiros pela cidade.
“Em grandes eventos como o Rock in Rio, a Rodoviária do Rio se transforma em uma das importantes portas de entrada para a cidade, conectando milhares de pessoas ao festival e a toda uma cadeia de turismo, serviços, gastronomia, comércio, cultura e lazer. Para muitos visitantes, é também o primeiro contato com o Rio de Janeiro, o que torna esse momento ainda mais especial e reforça a nossa responsabilidade em oferecer uma experiência à altura da cidade que os recebe. Nosso esforço é permanente para aprimorar a jornada do turista no terminal, oferecendo tudo o que ele precisa para um deslocamento seguro, um embarque confortável e uma chegada ao Rio que já seja o início de uma experiência positiva na cidade”, explica Roberta Faria, diretora-geral da Rodoviária do Rio.
Sobre o levantamento
Os dados sobre comportamento e orçamento apresentados no texto são de um levantamento proprietário da ClickBus, realizado com sua própria base de clientes por meio de um survey quantitativo online e autoaplicado, com testes de significância a 95% de confiança.
A pesquisa foi realizada entre 6 e 13 de agosto de 2026 e reuniu 662 respostas. Desse total, 87 pessoas confirmaram presença no Rock in Rio 2026 e 65 informaram que fariam o deslocamento até o Rio de Janeiro.
Por se tratar de uma amostra não probabilística, os resultados descrevem o comportamento dos clientes da ClickBus e não devem ser interpretados como representativos da população brasileira ou do público geral do festival.
Bases com menos de 100 casos devem ser consideradas leituras direcionais, e não estimativas populacionais.
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