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22 de maio de 2024

MIT utiliza mais de 1000 biscoitos Oreo em pesquisa científica

A marca de renome mundial Oreo teve participação em uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em busca de resposta para um dos dilemas mais saborosos da humanidade: é possível separar o biscoito do recheio igualmente? Os testes foram realizados com mais de 1000 biscoitos Oreo, o biscoito mais vendido do mundo. 

O estudo foi conduzido por Crystal Owens, líder do grupo de pesquisadores da área de Engenharia Mecânica que tentou desvendar esse mistério. Crystal comentou em entrevista que sempre se incomodou em ter que dividir o recheio entre os dois biscoitos depois de torcer as partes para abrir e, em um momento durante a pandemia, percebeu que essa ação era a analogia perfeita para o estudo sobre fluídos conduzido pelo Instituto.

Após esse insight os pesquisadores iniciaram o estudo para entender como o fluído (no caso o delicioso recheio de Oreo) reagiria à  torção utilizando uma máquina apelidada de “Oreômetro”. A intenção da líder da pesquisa, além de resolver o dilema delicioso, foi deixar o tema relacionado à física e engenharia mais interessante para o público geral, utilizando uma situação cotidiana no centro da investigação. 
 

O resultado?
Após abrir mais de 1000 biscoitos, o grupo de pesquisadores concluiu que em 80% das tentativas o recheio ficou grudado de um só lado, nas demais tentativas, o recheio se partia de forma desigual.  A forma de separar igualmente o recheio entre os dois biscoitos permanece um grande enigma.

Crystal Owens explicou que a forma de abrir um Oreo, girando cada biscoito para um lado, é muito similar ao funcionamento de um reômetro (equipamento tradicional utilizado para medir deformações de fluídos). A pesquisadora baseou o estudo em uma forma de comer o biscoito conhecida por todos desde a infância, girar para abrir o biscoito, raspar o recheio e então saborear o produto. Cientificamente, quando torcemos o recheio entre os dois biscoitos a tendência é que ele se solte de um dos lados, nos restando a parte de raspar e saborear.
 

Falando em ciência
Para replicar o experimento e mostrar de maneira divertida e deliciosa a pesquisa do MIT, Oreo convidou o Manual do Mundo a reproduzir o Oreômetro no Brasil. O canal, conhecido por abordar diversos temas relacionados a variadas áreas da ciência de forma leve e acessível, também abriu diversos biscoitos em busca da maneira perfeita de comer Oreo. 

Assim como na pesquisa norte-americana, o resultado apontou que é impossível fazer com que o recheio fique igualmente entre os dois biscoitos, e no final das contas o melhor mesmo é o bom ritual do gira, raspa e saboreia.

E, para os cientistas aventureiros que também queiram testar em casa, o projeto para impressão 3D do Orêometro está disponível aqui.

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Eduardo Fonseca

Autor

6 de dezembro de 2023

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