Aos 27 anos, Guilherme Puliti construiu um caminho pouco comum dentro da moda masculina. Com passagens pelo setor financeiro, como Cemig e Riva Investimentos, o atual CMO da Moon Ventures levou uma lógica pragmática para o varejo ao fundar a Minimal Club. O resultado é uma marca que transformou o conceito de básico em um negócio com cerca de 150 mil clientes ativos e presença recorrente no guarda-roupa masculino.
Listada na Forbes Under 30, a trajetória de Puliti foi construída a partir de uma escolha que contrariava a lógica do setor. “As marcas costumavam nascer com portfólios amplos e múltiplas coleções, sem profundidade real em produto. A Minimal seguiu o caminho oposto”, afirma.

Foco absoluto no produto
A Minimal Club iniciou suas operações com apenas dois SKUs: uma camiseta branca e uma preta. Para Puliti, a limitação foi estratégica. “Toda a energia foi direcionada para desenvolver a melhor camiseta possível. Esse nível de especialização construiu a percepção de que a Minimal domina aquele produto”, explica.
A decisão permitiu que um item funcional ganhasse nova leitura estética, deixando de ser apenas utilitário. “O racional desde o início foi claro: construir produtos de alta qualidade e cobrar pelo produto, não pelo peso da marca”, resume o executivo.
Comunicação direta e humor como linguagem
No ambiente digital, a Minimal optou por fugir de campanhas aspiracionais tradicionais. Em vez disso, apostou em anúncios com linguagem simples, humor e identificação cotidiana. “Os anúncios traziam linguagem simples, humor e identificação. Esse formato gerou diferenciação imediata em um mercado onde muitas marcas soavam iguais”, conta Puliti.
Segundo ele, a estratégia impactou diretamente a recompra, métrica que considera central para medir a saúde do negócio. “A recompra demonstra, na prática, que o cliente confia e volta a investir na marca. É consequência de um produto consistente e uma experiência bem executada”, afirma.
Do e-commerce ao espaço físico
A abertura da loja física marca uma nova etapa da operação. O espaço foi pensado como um ambiente de convivência, com áreas para café e reuniões, ampliando o contato direto com o público. “No e-commerce, a relação é mediada por telas. A loja física permite contato direto, conversas espontâneas e observação de comportamento”, diz Puliti.
Para o executivo, esse contato transforma o consumidor em uma fonte contínua de aprendizado. “Esse contato direto transforma o cliente em uma fonte permanente de insight”, completa.
Próximos passos
Sem abandonar o foco original, Puliti projeta uma evolução gradual da marca. “A essência permanece inegociável: uma marca voltada para homens realizadores, com valores sólidos e disciplina”, conclui. A proposta é acompanhar a maturidade do próprio negócio, mantendo coerência entre produto, comunicação e experiência.
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