Marca Pop

22 de maio de 2024

Entrevista: Bamboo Stock quer dobrar quantidade de filmmakers e fotógrafos, revela CEO

Os segmentos de televisão e cinema, que compõem a indústria do audiovisual, são gigantes no Brasil e no mundo. Nos últimos dois anos, com a retomada das produções e dos investimentos no segmento, a estimativa é que o mercado global de filmes e de entretenimento chegue até uma receita de US$ 170 bilhões em 2030.

De acordo com o estudo “O impacto econômico do audiovisual na América Latina”, divulgado no último ano, encomendado pela Netflix à Deloitte, a América Latina , demanda a implementação de políticas e parcerias com as partes interessadas do setor para apoiar a indústria. Além disso, é visível a falta de identidade dos bancos de imagem no Brasil.

O mercado audiovisual abrange diversos mercados, como as fotos e vídeos também. E a Bamboo Stock vem se destacando no mercado brasileiro, pois ele leva a representatividade brasileira ao audiovisual. Com o olhar para a fotografia dos bancos de imagem, que não conversam com a cinematografia brasileira. E percebendo essa necessidade, a Bamboo surge para trazer representatividade, colocar o rosto brasileiro, belezas naturais, cores e a cultura brasileira no centro.

Em entrevista exclusiva ao Marca Pop, Jorge Brivilati, CEO da Bamboo Stock, fala sobre o início da carreira, a experiência de ter feito diversos trabalhos com personalidades brasileiras e a importância da criação da empresa e os planos para 2024. Um dos projetos da empresa é dobrar a quantidade de fotógrafos e filmmakers para este ano. Confira:

Como começou a sua carreira?
Eu comecei minha carreira, eu entendo ter começado minha carreira aos 15 anos de idade, quando eu comecei a estudar design por conta própria, foi quando me apaixonei por HTML, que é uma linguagem de programação. Essa foi a introdução ao universo digital, onde eu comecei a me interessar muito por tudo que envolvesse alguma tela, seja um site, banner, alguma aplicação, coisas na época em palmtop.

E eu comecei a fazer alguns cursos online, digitais, design gráfico também, e esses cursos me abriram muitas portas para entender o que era esse universo da criação digital. Em pouco tempo eu já comecei a criar coisas por conta própria, eu refazia alguns sites que já estavam no ar como fonte de estudo. Então eu me via estudando muito, reproduzindo outras coisas, recriando artes que já estavam feitas, e no final isso me resultou num grande portfólio. Aos 15, 16 anos eu já tinha um portfólio consolidado até. Aos 17, já era um portfólio bem sólido de design digital que me deixou apto a enviar alguns currículos e eu fui convidado pela Americanas.com para trabalhar como diretor de arte no time do Shoptime.

Na época em que eu fui, eu era um dos mais novos, na verdade eu sempre fui um dos mais novos das equipes de criação que eu trabalhei. Logo na sequência eu fui convidado para ir para a AlmapBBDO, em São Paulo, que é uma das maiores agências da América Latina e mais premiada. E aos 19 anos eu fui para São Paulo começar a minha carreira como diretor de arte na publicidade. Foi onde eu aprendi,não só aprimorei o design que eu já vinha desenvolvendo, quanto também aprimorei minha capacidade de criar ideias, solucionar problemas de forma criativa para marcas e trabalhar dentro de uma equipe grande e multidisciplinar.

Quando entrou no mundo da fotografia?
Isso foi o que me trouxe à vida dentro do universo profissional como criador, como desenvolvedor de projetos e resolvedor de problemas de clientes, mas sempre de uma forma criativa. A partir daí eu comecei a desenvolver mais a minha fotografia. Foi quando eu tive dinheiro para comprar a minha primeira câmera aos 20 anos de idade. Eu desenvolvi a minha fotografia e comecei a me apaixonar e a aprofundar cada vez mais nas técnicas da fotografia, na minha linguagem e no modo como eu me expressar artisticamente. Até o ponto onde o cinema começou a falar alto dentro de mim e eu fui atrás de alguns cursos.

Eu fiz meu primeiro curso, em 2011, de cinema, no qual eu aprendi a produzir a partir de todos os processos de um filme, do roteiro à produção e a finalização dele. Logo depois mergulhei de cabeça em direção aos atores e fui me aprimorando como diretor. Em 2012, 2013, eu fundei a minha primeira produtora, que foi a La Casa de la Madre. Desde então eu estou dentro do audiovisual, trabalhando como diretor de cena e produtor executivo e também como fotógrafo.

Como foi a experiência de ter feito diversos trabalhos com personalidades brasileiras? Pode citar alguns?

Eu fiz trabalho com muitas personalidades, algumas mais divertidas, desde o início, se eu for lembrar aqui, eu fiz trabalho com Luan Santana, com Lázaro Ramos, com Dinho Ouro Preto, Karol Conká, Letícia Spiller, o cantor Matuê, um último clipe que tem mais de 150 milhões de visualizações, eu fiz coisa com bastante gente, bastante legal, acabei de fazer um projeto com a Alok, então tem muita gente legal nessas andanças agora, afinal são 13 anos filmando, então tem bastante gente.

Fale um pouco da importância da criação da Bamboo Stock.
A Bamboo Stock nasceu de uma observação de algo que eu já fazia e de uma observação no mercado também, que é gerar imagens sobre a nossa cultura, sobre o nosso país, sobre viagens, sobre pessoas, e usá-las dentro de projetos. E hoje a Bamboo Stock é o único banco de videos brasileiro que representa artistas brasileiros, dentro de milhares de outros que existem mundiais, que não dão atenção para o país como a gente dá para a nossa cultura local. São só empresas estrangeiras que têm interesse no Brasil e licenciam imagens também. Contudo, a Bamboo tem o interesse de não só representar esses artistas brasileiros, que são os únicos que a gente representa, a gente não representa nenhuma outra pessoa, nenhuma outra nacionalidade, mas a gente também tem o interesse de mostrar, retratar o patrimônio imaterial brasileiro, patrimônio cultural, territorial, nossos rostos, nossas peles, nossas raças, mostrar como é o brasileiro interagindo com o território que a gente vive.

Então, nós somos os únicos a fazer isso, então a gente entende que essa é uma oportunidade, além de a gente expressar para o mundo visualmente o que é Brasil, eu consigo também, de um modo pessoal, expressar, através da curadoria, junto com a minha equipe, o que a gente acredita que é bonito e como a gente gostaria de ser visto para o resto do mundo. E assim, a gente também, dentro dessa economia criativa, a gente dá oportunidade para que outras pessoas tenham uma renda, não apenas um complemento de renda, mas que as pessoas consigam até dali tirar um sustento como filmmaker, como artistas, como fotógrafos.

O que você almeja para a Bamboo Stock em 2024?
Esse ano será muito promissor. Ano que pretendemos dobrar a quantidade de filmmakers e fotógrafos na nossa base. E a penetração da Bamboo por todo o país. A partir do segundo semestre vamos iniciar uma campanha bem forte colocando os assets que nós temos e ensinando para as pessoas como se chegar em um resultado. As técnicas, os equipamentos necessários que o artista precisa ter para alcançar resultados. Aumentando base de clientes, usuários e filmmakers

A integração com a Inteligência artificial a partir do segundo semestre. No final do segundo semestre, a Bamboo vai fornecer um curso inteiramente gratis sobre produção audiovisual para qualquer pessoa que se inscrever na nossa plataforma e quiser dar um salto para um próximo nível ou para pessoas que queiram somente aprender um pouco mais sobre o tema.

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Eduardo Fonseca

Autor

2 de abril de 2024

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